Ultimamente tenho visto tanto, um tanto e que realmente não significa nada. Tantas injustiças, tantas brigas, tanto preconceito, tanta futilidade, tanto tempo desperdiçado.
Sentimento fugaz que me entorpece, tentativas inúteis de quebrar o murro. Sorrisos de lágrimas e lágrimas de sorrisos, juventudes sendo jogadas ao lixo com os dias comuns, maturidades se entregando ao fim...Quando não existe mais pelo o que se valha a pena lutar!
Horas e mais horas cobertas pelo disfarce ilusório da felicidade, por certo ela possa até bater na nossa porta algumas vezes, mas o seu manto não nos envolve por mais que alguns segundos, segundos de plena certeza e peculiaridade, que logo após são substituídos pelo nada. É como brincar com uma criança e a presentear com um doce, então logo após dela se deliciar por alguns instantes o tirarmos. Logo, querendo ou não a doçura em sua boca será substituída pelo amargo do nada, e até mesmo esta se questionará se realmente o doce existirá. O tempo sempre tem um jeito de nos manipular, hora por perder nosso tempo imaginando e suspirando como será o nosso futuro, hora com medo do dia de amanhã.
Eu queria poder dizer que já estive em todos os lugares, e que já vi tudo, para poder convenceste de que para mim já não existe mais saída, tão pouco solução. O abismo em que me encontro é o mais profundo em que a mente humana é capaz de se enfiar, é algo como mil labirintos dentro de mais mil labirintos...são espirrais, são círculos viciosos. Uma escada que nunca tem fim, não importa o quanto se suba tudo o que você verá são apenas mais degraus, você toma folego e sobe mais um, e então percebe o quão ridículo foi o seu esforço, isso nunca terá um fim, a única alternativa é retroceder... Voltando ao passado simples onde um teto, um prato de comida e um falso amor bastavam. Quando o sorriso forçado camuflava o coração destruído, sorriso este que até a mim mesmo convencia.